SBQ traz Martin Chalfie

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SBQ traz Martin Chalfie

Mensagem  Rapharc em Qui 12 Nov 2009, 10:25

A organização da 33ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Química tem confirmada a participação do prêmio Nobel de Química, Martin Chalfie como palestrante de abertura do evento, que acontecerá de 28 a 31 de maio de 2010. Martin Chalfie, do Departamento de Ciências Biológicas da Universidade de Columbia, foi o ganhador do prêmio em 2008, ao lado de Osamu Shimomura, do Laboratório de Biologia Marinha de Woods Hole, e Roger Y. Tsien, do Instituto de Medicina Howard Hughes, da Universidade da Califórnia.

O Nobel foi conferido a Chalfie por seu trabalho no campo da bioquímica que estabeleceu um novo limiar de conhecimento com a manipulação da chamada proteína verde fluorescente (GFP, da sigla em inglês Green Fluorescent Protein).

O controle das propriedades da proteína verde tornou possível à ciência dispor de um instrumento que permite acompanhar mudanças ocorridas no interior de uma célula. Com a fluorescência, pesquisadores passaram a ter, a partir de então, um novo recurso para identificar, por exemplo, o processo de crescimento de um tumor cancerígeno, o desenvolvimento da doença no cérebro de uma pessoa com Alzheimer, ou o comportamento de uma bactéria patogênica. O trabalho dos três cientistas está interligado e propiciou um grande avanço para a bioquímica, biologia, ciências médicas e outros ramos do conhecimento.

Um dos pontos iniciais dessa trajetória foi a pesquisa de Osamu Shimomura, durante os anos 1960, sobre a bioluminescência da água-viva encontrada na costa do Pacífico, nos EUA. Martin Chalfie, trinta anos depois, utilizou o conhecimento sobre a proteína verde fluorescente da água-viva para atuar em nível celular fazendo com que processos antes invisíveis para o ser humano pudessem agora ser reconhecidos e acompanhados. Roger Y. Tsien, por sua vez, ampliou essas técnicas de forma a obter proteínas brilhantes de todas as cores (as informações estão disponíveis em www.nobelprize.org)

Com o emprego das proteínas que funcionam como “etiquetas”, geradas a partir da tecnologia do DNA, pesquisadores de todo o mundo podem estudar diferentes processos como a criação de células beta para a produção de insulina no organismo. Ou distribuir pontos coloridos nas células do cérebro de uma cobaia para entender mecanismos neurológicos.

Martin Chalfie é norte-americano, nascido em 1947, natural de Chicago, IIlinois. Três de seus avós eram imigrantes europeus que chegaram aos EUA no início do século XX. Seu pai, músico e radialista, e sua mãe, dona de uma confecção, tiveram três filhos dos quais ele é o mais velho. Chalfie descreve sua infância e juventude como típicas do espírito norte-americano da época, como pode ser visto na autobiografia no web site da Fundação Nobel. Aprendeu a tocar violão clássico com o pai e encontrou na natação seu esporte preferido.

Ingressou em Harvard em 1965 tendo a matemática como uma possível vocação, mas terminou por optar pela bioquímica.

Trabalhou durante cinco anos no Laboratório de Biologia Molecular de Cambridge, na Inglaterra, onde passou a integrar o grupo de pesquisadores dedicados aos estudos do nematóide Caenorhabditis elegans, que apresenta vários fatores favoráveis para a compreensão de mecanismos celulares.

Em 1972 passa a integrar o Departamento de Fisiologia de Harvard. No conjunto de seu trabalho destaca-se a identificação de que seria possível introduzir a proteína verde fluorescente na célula do nematóide C. elegans e com isso criar uma “etiqueta” para acompanhar as mudanças ali ocorridas.

Fonte: Carlos Martins (Assessoria de Imprensa da SBQ)

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